quarta-feira, 12 de junho de 2013

Dia dos namorados: No "Pagodão Elétrico" também se conquista...



Semana cor de rosa, cheia de romantismo e de declarações nas redes sociais. É isso o que acontece quando o dia 12 de junho se aproxima...mas e quem não está namorando? Ou relaxa e passa a fazer piadinhas com a solteirice, ou vai à luta, pra que no dia dos namorados, o presente esteja garantido. E nesse final de semana, uma festa foi, para muitos, a chance de arrumar um par: O pagodão elétrico!
Sei que muita gente ai do outro lado já deve estar torcendo o bico por que é muito mais fácil apontar o dedo para o povo dos guethos, do que olhar em volta e perceber a quantidade de jovens da cidade alta que também vão para  boates com um único intuito descer até o chão...a diferença é que uns são regados a Whisky e champanhe  enquanto outros aproveitam as três piriguetes a cinco reais...Uns saem de madrugada embriagados e saem dirigindo irresponsavelmente pela cidade até conseguir chegar em casa e dormir até umas horas. Outros precisam esperar o pernoitão para voltar pra casa e no dia seguinte, bater ponto às 7 da manhã, ainda cantarolando: bom dia meu bebê...




Mas voltando ao lance da paquera, nestas festas percebemos um forte clima de sedução no ar. Homens e mulheres fazem uma produção toda especial, com roupas, cabelos e assessórios bem característicos que servem como verdadeiros códigos de aproximação na hora da conquista...  E é justamente nessa hora, que a questão racial está mais presente do que a gente imagina. E não é apenas eu quem diz isso. O IBGE comprovou essa informação em pesquisa divulgada no final do passado.
Segundo o levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística a raça é fator predominante na hora da escolha de parceiros conjugais e 70% dos casamentos no País ocorrem entre pessoas de mesma cor.
Mas, a mesma pesquisa do IBGE, com base em dados do censo 2010, traz um dado que em nada me deixa satisfeita: Entre homens e mulheres, chama a atenção a maior possibilidade de mulheres pretas ficarem solteiras. Entre as com mais de 50 anos, elas são maioria na categoria “celibato definitivo”, que nunca viveram com cônjuge.
Segundo a pesquisa, entre os fatores que são levados em conta na escolha de um parceiro estão a renda, a educação e a cor ou raça. E Como os negros lamentavelmente ainda estão entre os grupos com menor rendimento e nível de instrução, tudo acaba levando a uma “racialização” na escolha dos parceiros. Ou seja, a gente procura o que está mais próximo da nossa realidade, o que até tende a facilitar a convivência.
Talvez isso justifique ou sirva de explicação para algo que é comum vermos em eventos como o pagodão elétrico. Claro que ninguém vai a um evento como esse em busca de um casamento, mas de 10 pessoas que chegam ao show sozinhas, pelo menos 6 saem acompanhadas, seja para algo de imediato ou para o próximo fim de semana, quem sabe...


Enfim, se você curte ou não esse tipo de festa, se está ou não em busca de um parceiro ou parceira, se ame em primeiro lugar e pense o seguinte: A melanina atrai melanina, mas é preciso que estejamos abertos para as diversas possibilidades, afinal de contas, é importante miscigenar as etnias, garantindo a diversidade. Seja preto, branco, azul ou amarelo, se surgir o desejo, se jogue. Se sonha com o casamento relaxe e deixe acontecer naturalmente. mas se preciso for, apresse o passo e recorra a Santo Antonio!

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