sexta-feira, 5 de março de 2010

Especial - Dia Internacional da Mulher

Homens perdem mais empregos que mulheres no mundo, diz pesquisa

Na Índia, executivos disseram que 95% das pessoas que demitiram eram homens

A recessão global vem levando mais homens que mulheres a perder seus empregos em todo o mundo, seguindo um padrão já fartamente comprovado nos Estados Unidos, revelou pesquisa divulgada na sexta-feira.

Em quase todos os países onde executivos foram entrevistados pela Accenture, uma consultoria gerencial, mais homens do que mulheres ocupavam as vagas de trabalho perdidas.

Na Índia, executivos disseram que 95% das pessoas que demitiram eram homens. Na França, 71% das pessoas que perderam seu trabalho foram homens. Realizada entre novembro de 2009 e fevereiro de 2010, a pesquisa perguntou a executivos quantos homens e mulheres tinham sido demitidos no ano precedente.

Executivos também demitiram mais homens na Austrália, Canadá, Alemanha, México, África do Sul, Espanha, Suíça e Reino Unido, segundo a pesquisa. Nos Estados Unidos, 54% dos empregos perdidos eram de homens, contra 46% de mulheres.

"Em alguns casos, a maior parte da força de trabalho era formada por homens, de modo que o impacto maior foi sentido por homens", disse Nellie Borrero, diretora de capital humano global e diversidade na Accenture. "Mas isso também pode significar que as empresas tomaram o cuidado de assegurar que um grande número de mulheres não fosse afetado.

Nos Estados Unidos, os homens dominam os setores da economia mais atingidos pela recessão, como o setor manufatureiro pesado e o da construção, enquanto as mulheres dominam os setores menos atingidos, como os serviços de saúde e a educação, revelam estatísticas.

Uma história diferente sobre a relação entre gênero e perda de empregos veio da Holanda, onde as mulheres foram responsáveis por 51% dos empregos perdidos, disse a Accenture. Na China, as demissões se dividiram igualmente entre homens e mulheres.

A Accenture entrevistou 524 executivos seniores de empresas médias a grandes na Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, França, Alemanha, Índia, Indonésia, Itália, Malásia, México, Holanda, Dinamarca, Finlândia, Noruega, Suécia, Cingapura, África do Sul, Espanha, Suíça, Reino Unido e Estados Unidos.

quarta-feira, 3 de março de 2010

É hora de darmos as mãos!


No mês de janeiro, o estado da Bahia presenciou num único final de semana três casos de violência contra mulheres. Os crimes brutais que culminaram na morte das três foram cometidos por homens que viviam com elas. Com o objetivo de alertar a sociedade contra esses atos violentos, 30 organizações de mulheres da sociedade civil, inclusive entidades internacionais, universidades, entre outros segmentos realizam no dia 05 de março (sexta-feira), a partir das 17h, no Dique do Tororó, a Vigília das Águas – pelo fim da violência contra as mulheres.

A ação é uma mobilização dessas organizações, que ao longo dos anos tem lutado pelo fim da violência contra a mulher no estado da Bahia, através de concentrações em pontos estratégicos da cidade, chamados de Vigília Feminista pelo fim da Violência contra a Mulher. A atividade também é uma celebração pelos 100 anos do Dia Internacional da Mulher, o 08 de março é uma data de afirmação da luta das mulheres por igualdade, autonomia e liberdade.

O encontro contará com a participação de duas mil mulheres do Movimento Sem Terra (MST), que acompanharão os depoimentos de mulheres dos movimentos sociais e apresentações culturais. Na ocasião acontecerá também um ato simbólico com 365 velas acesas, cada uma representando mulheres que sofreram violência durante o ano.

Nos encontros é denunciado o estado de violências a que muitas mulheres têm sido submetidas, além de ser um espaço de solidariedade e fortalecimento das vitimas potenciais do sexismo, lesbofobia, racismo, machismo, exploração sexual contra meninas e demais formas de violências que ocorrem na sociedade. Inclusive a violência institucional vivenciada pelas mulheres quando buscam serviços e garantia de direitos no estado e não encontram.

Segundo a comissão de organização da Vigília, a Lei Maria da Penha, aprovada em 2006, significa uma vitória do ponto de vista legal desta mobilização, já que prevê a criminalização das diversas formas de violência (psicológica, moral, sexual, patrimonial e física) e a responsabilização do Estado pela implementação de medidas de proteção e de prevenção à violência contra a mulher. No entanto, a luta pelo cumprimento e continuação da lei precisa prosseguir, pois ela está ameaçada por setores conservadores e fundamentalistas (das áreas judiciária, religiosa e parlamentar).

Compõem a comissão: Projeto Encruzilhada de Direitos/CEAFRO, Sindoméstico, MST, MNU, Articulação Negras Jovens Feministas, Munegrale, Grupo de Mulheres do Alto das Pombas, Liga de Mulheres de Salvador, Roda Baiana, Força Feminina, CAMA, Ajobi, Terreiro do Cobre, Terreiro do Bogum, Ilê Axé Baba Okê, Casa de Oxumarê, Frente contra a criminalização de mulheres e pela legalização do aborto, Obsevatório da Lei Mraia da Penha- NEIM-UFBA, IMAIS, Coletivo de Mulheres do Calafate, AMIGA, Instituto Búzios, Instituto de Mídia Étnica, Amuleto, Oposição Operária Salvador, Juventude Operária Católica-JOC, CETEFEN, Associação de Moradores de Pau da Lima, Molinmbra, Católicas Pelo Direito de Decidir. Com o apoio do CEAFRO/CEAO-UFBA, SPM-PR, SPM-SEPROMI, CESE e INGÁ

Programação da Vigília das Águas Pelo Fim da Violência Contra as Mulheres
- 17h Início da Concentração
- 17h30min Abertura
- 17h40min Intervenções de mulheres do movimento social e organizações.
- 18h10min Atração artística
- 18h30min Capoeira feminista (Nizinga e Calafate)
- 19h Depoimento de mulheres
- 19h30min Ato Simbólico
- 20h30min Atração artística (Música do MST)
- 21h00min Atração artística (Mulheres do Hip Hop)
- 21h40 min Encerramento (Atração Artística e Simbólica)

Cantar para as águas: Pelo fim da Violência Contra as Mulheres. Abraço coletivo em volta do Panô e/ou no em torno do Dique.

Mais informações:
Juliana Dias (71) 8846-3536
Lindinalva Barbosa: (71) 8804-4137
Carla Cristina Santos: (71)8839-9610

PAPO RETO


QI mais alto = fidelidade?


Homens infiéis tendem a ter o QI mais baixo e ser menos inteligentes. É o que mostra um estudo publicado na revista especializada Social Psycholgy Quarterly. A reportagem é da BBC Brasil.


Segundo o autor do estudo, homens inteligentes tendem a valorizar mais a exclusividade sexual. Ele se baseou em duas grandes pesquisas americanas a National Longitudinal Study of Adolescent Health e a General Social Surveys, que mediam atitudes sociais e QI de milhares de adolescentes e adultos.


Aqueles que acreditavam na importância da fidelidade sexual demonstraram QI mais alto. Outra conclusão do estudo seria que o comportamento fiel do homem mais inteligente seria uma sinal da evolução da espécie.


O estudo divulgado continua rendendo muita discussão, porque investiga simplesmente a relação dos homens com a fidelidade.


Um homem, uma só mulher. Pelo menos, se o homem for inteligente.

Nas ruas de Londres, o estudo virou o assunto do dia. “Eu era muito burro no passado. Hoje em dia, eu evoluí e sou um cara fiel”, disse um brasileiro.


“Pode ser homem, mulher, homossexual, mas a pessoa inteligente não trai”, afirmou uma brasileira.


Mas há controvérsia. “Os homens sempre traem”, ataca uma aposentada. “Se fossem inteligentes não trairiam”.


Um professor acha que tudo depende do quanto se ama. Para ele, a inteligência ajuda o homem a escapar das consequências da infidelidade.


Os pesquisadores explicam que os homens mais cultos avaliam melhor os prós e os contras da traição.


A pesquisa conclui que essa relação entre a fidelidade masculina e a inteligência é um sinal de evolução. Para o homem primitivo, a promiscuidade ajudava a multiplicar a tribo. Para o homem moderno, o mais importante é a estabilidade da relação e a família.


O dado mais polêmico se refere às mulheres: os cientistas não encontraram evidências semelhantes em relação ao comportamento feminino. No caso delas, trair ou não trair não seria uma questão de inteligência, apenas de vontade e oportunidade.

terça-feira, 2 de março de 2010

02 de março de 1935: primeiro carnaval de escolas de samba do Rio de Janeiro

Anos 30 aos 50


Nos primeiros anos da década de 30, os desfiles da escolas de samba eram desorganizados; ainda não havia horário, itinerário, disputa ou premiação. Antes de 1935, o importante era que os grupos passassem pela Praça Onze e pelas casas das tias baianas, respeitadas como as mães do samba e do carnaval popular, principalmente Tia Ciata, a mais famosa e respeitada de todas elas, representadas até hoje nos desfiles pela ala das baianas das escolas.


O responsável por essa organização foi Zé Espinguela, da Mangueira. O sucesso dos desfiles na Praça Onze atraiu patrocínio de jornais da época, começando a cobertura jornalística dos desfiles. Já em 1935, Pedro Ernesto, prefeito do Rio de Janeiro, legaliza as escolas e oficializa os desfiles de rua, criando a sigla GRES (Grêmio Recreativo Escola de Samba) usadas pela maioria das agremiações. A primeira campeã foi a Mangueira, que até o final da década de 40 se revezava nos primeiros lugares com a Portela, cores azul e branco.


As escolas passaram a ter regulamento para os desfiles, como a que exigia temas de enredo que contassem a História do Brasil. Essa exigência alterou as estruturas dos sambas-enredo, que começaram a apresentar letras enormes, descritivas, praticamente contando a história do episódio retratado e muitas vezes com equívocos e contradições. Surgiu daí a expressão samba do crioulo doido, uma alusão às gafes nas letras e aos compositores, que em geral eram negros e - na maioria das vezes - analfabetos. Décadas mais tarde, Stanislaw Ponte Preta, imortalizaria a expressão em canção que ficou muito famosa.


Com a demolição da Praça Onze para a recém inaugurada avenida Presidente Vargas, no início dos anos 40, os desfiles cresciam em tamanho e importância, superando os ranchos e as grandes sociedades carnavalescas e criando uma nova cultura do samba.


Com a oficialização das escolas, os sambistas de todas as regiões da cidade, e de pequenos municípios vizinhos organizaram novos grupos em suas comunidades aumentando o número de escolas, como a Prazer da Serrinha de Vaz Lobo, que em 1947 daria origem a Império Serrano, escola que iria quebrar a hegemonia da Mangueira e da Portela.

Leia mais em Wikipédia: o site de pesquisa livre.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

PANÁFRICA

A Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia) apresenta um dos maiores e mais importantes acervos de arte africana do Brasil na exposição Panáfrica, a partir de 25 de fevereiro, às 19 horas, no Centro Cultural Solar Ferrão (Pelourinho/Salvador). A montagem de longa duração trará mais de 860 peças que apontam a riqueza estética e a diversidade da produção cultural africana do século XX, expressada em objetos, sobretudo máscaras, estatuetas e utensílios de uso cotidiano ou ritualístico. As obras foram doadas ao Governo do Estado da Bahia, em 2004, pelo industrial italiano Claudio Masella.
Com curadoria do diretor de Museus do IPAC, Daniel Rangel, e do arquiteto André Vainer, que também assina o projeto expográfico, Panáfrica representa o resultado de uma longa caminhada de trabalho, que teve como último e importante passo a montagem da exposição Sete Áfricas, em dezembro de 2008, que ficou em cartaz até janeiro deste ano. “A primeira mostra serviu para aprofundar e ampliar o nosso conhecimento acerca deste acervo. A partir dela, a Dimus assumiu o compromisso e, ao mesmo tempo, o desafio de dar o tratamento museológico que a coleção merecia. Esse período foi importante para todo o processo de pesquisa e restauração. Por isso, só foi possível montar Panáfrica agora”, afirma Rangel.

Expografia
Muitas das obras da coleção nunca foram usadas, de fato, no cotidiano nem em rituais religiosos, contudo, representam vários estilos étnicos das sociedades africanas. “A ideia para essa exposição, antes de tudo, foi colocar o maior número possível de peças, porque o que nos interessava era ver a exuberância da coleção, valorizando o conjunto e o trabalho artístico, que apresenta uma identidade”, diz André Vainer. “O visitante terá oportunidade de vivenciar uma espécie de mostra democrática, porque é ele quem vai dizer que peça se destaca, qual é a mais interessante, naquele conjunto”, completa.
Para valorizar o conjunto de peças, Panáfrica foi dividida em três núcleos: no primeiro estão as Máscaras, que no contexto originário eram utilizadas em rituais aos antepassados, nos quais se considerava a presença de entidades espirituais; no segundo estão as Estatuetas, destinadas à representação de seres míticos ou à perpetuação da memória dos ancestrais (reis, rainhas ou chefes de linhagens), e, por fim, no terceiro núcleo, Instrumentos e Utensílios oferecem elementos da vida cotidiana, a exemplo de recipientes, jóias, pentes, cajados, bastões, assentos e outras insignes representativas do poder e do prestígio.

O pesquisador da Dimus Ademir Ribeiro Junior explica que existem, além dos núcleos expositivos, outras duas salas especiais: Ibejis, dedicada às imagens em madeira que remetem aos gêmeos iorubanos, e Colonizadores, com estatuetas de produções recentes que aludem aos conquistadores europeus chegados ao continente africano a partir do final do século XIX. “Em Panáfrica, apesar da separação por categoria de objeto, será possível encontrar, também, uma classificação por etnia. No núcleo das máscaras, por exemplo, veremos peças dos Iorubás, do Benim e de Camarões, entre outras”, diz. “A demanda por obras de arte africana criada pelo mercado internacional impeliu muitos artistas africanos habilidosos a aprenderem as técnicas e os estilos de outros grupos étnicos cujas obras eram mais requisitadas. Assim, alguns tipos de peça, hoje em dia, podem ser produzidos em diferentes localidades da África, caracterizando-se como verdadeiros estilos ‘pan africanos’, tomando a expressão do Prof. PhD. Babatunde Lawal da Virginia Commonwealth University”, completa, justificando o título da exposição.

Sobre Claudio Masella (1935 - 2007) e a Coleção
O industrial italiano Claudio Masella, nascido em Roma, em 02 de agosto de 1935, era apaixonado pela arte africana que conheceu quando foi morar no continente. Ao longo de mais de 35 anos, período em que residiu entre a Nigéria e o Senegal, reuniu mais de mil objetos. Em 2004, três anos antes de falecer, doou parte de sua coleção, que estava guardada em Pomézia, na Itália, ao Estado da Bahia, pois via em Salvador um local propício para a divulgação da cultura e das artes da África.
A decisão de que as peças pertencessem à Bahia teve o objetivo de contribuir para que a população local tivesse acesso à parte da história da arte africana, especificamente em Salvador, a cidade brasileira com maior proporção de afro-descendentes. Desde que chegou à Bahia, a coleção teve três pequenas mostras, na capital mesmo, até a exposição Sete Áfricas, que reuniu, em 2008, cerca de 90 peças. “Agora, Panáfrica, na qual vamos apresentar todas as obras disponíveis do acervo, é uma forma de contribuir com os sonhos de Claudio Masella de firmar a Bahia como um dos principais centros de referência e estudo da cultura africana nas Américas. Criamos mais um elo entre o Brasil e a África, através da arte”, garante Daniel Rangel.
O exame das peças constituintes de Panáfrica revelou que a coleção não foi formada pela coleta sistemática de uma pesquisa etnográfica, mas através do amor e admiração que o industrial nutria pela África. Estima-se que a maioria das esculturas deva ter sido comprada em mercados de arte africana, grandes entrepostos onde peças de etnias muito afastadas podem ser encontradas, como no caso de Dacar, capital do Senegal, e algumas cidades do Benim e da Nigéria.

A Coleção de Arte Africana Claudio Masella é um acervo fechado, com 1076 objetos, de diversas etnias e localidades do continente. É composta, sobretudo, de estatuetas e máscaras, sendo mais comuns as peças de madeira, metal e terracota. As obras representam o estilo étnico tradicional de mais de vinte sociedades africanas, distribuídas por cerca de 14 países. “Neste momento, uma das coisas mais importantes é que um acervo tão expressivo estará salvaguardado nessa exposição que batizamos de Panáfrica, assim como fizemos com a coleção de Arte Popular Lina Bo Bardi”, explica o diretor de Museus. “Aliás, essas duas montagens, juntamente com a mostra da coleção de Arte Sacra Abelardo Rodrigues, completam a trilogia do Centro Cultural Solar Ferrão, estabelecendo um diálogo que reflete a formação do povo brasileiro, através dos negros, dos indígenas e do português”, completa.

Desdobramentos
A partir do dia 02 de março, sempre terça-feira, às 15h, o historiador Ademir Ribeiro Junior vai ministrar visitas especializadas, espontâneas ou agendadas (71 – 3116 6740), à exposição, com o objetivo de construir um diálogo direto com o público. Organizada pelo Núcleo de Arte e Educação da Dimus (NAE/Dimus), a atividade apontará aspectos importantes da cultura africana e afro-brasileira, além de apresentar ao público, de forma mais detalhada, a história da Coleção Claudio Masella.

Serviço
O que: Exposição PANÁFRICA
Onde: Centro Cultural Solar Ferrão – Rua Gregório de Matos, nº 45 - Pelourinho
Quando: Abertura, dia 25 de fevereiro, às 19h (exposição de longa duração). Visitação – de terça a sexta, das 10 às 18h; fins de semana e feriados, das 13 às 17h
Gratuito
Realização: Diretoria de Museus do IPAC / Secretaria de Cultura do Estado da Bahia
Informações: (71) 3117 6357
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Visitas Especializadas - Centro Cultural Solar Ferrão – Rua Gregório de Matos, nº 45 – Pelourinho.
Quando: Toda terça-feira, às 15h, a partir de 02 de março.
Gratuito
Informações e agendamento: (71) 3116-6740

Fonte: NÚCLEO DE COMUNICAÇÃO DA DIMUS