Hoje uma frase que me fez pensar: Isso é coisa de mulher...
Mas o que pode ser definido como coisa de mulher?
Amar?
Lamentar um amor perdido ou conviver na dor de uma paixão?
Mas “dor de paixão” existe? - perguntaria um rapazinho.
Por incrível que pareça existe sim.
Quando a gente ama, muitas coisas ficam sem respostas.
Não entendemos o que parece obvio.
Mas tentar achar respostas, não é coisa de mulher?
Talvez seja, mas nem os homens (que acham que tem respostas pra tudo)
sabem o que fazer para aliviar uma saudade.
Acham que sabem tudo... quase tudo, ou melhor, praticamente nada.
Afinal, aos 26 anos, numa noite gostosa de quarta-feira,
Me dou o direito de avaliar o que realmente, há de ser coisa de mulher:
Falar de amor,
Permitir-se chorar,
Se jogar de cabeça numa relação mesmo sabendo que pode se machucar
Ser sensível no trato com as pessoas,
Arrumar-se por fora e ter a sensação de ter se arrumado por dentro.
Gargalhar para esconder uma lágrima
Desabafar com o espelho e com o travesseiro,
Ouvir uma canção, como se falasse as palavras dela para alguém
Sentir saudade, mas sentir-se leve, por não doer mais como doía antes.
Ah, e como doía...
Hoje, dói mesmo é a lembrança, mas dela eu tento curar,
com remédios que descobri sozinha.
A distância é um deles.
E apesar de ser um substantivo feminino,
Saudade não é coisa de mulher.

Olá Cri! Bom descobrir mais este taleto seu. Uma inteligência e uma sensibilidade que conseguiram me fazer refletir sobre os meus sentimentos. Maravilhoso texto. Parabéns!
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