quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Coisa de mulher

Hoje uma frase que me fez pensar: Isso é coisa de mulher...

Mas o que pode ser definido como coisa de mulher?

Amar?

Lamentar um amor perdido ou conviver na dor de uma paixão?

Mas “dor de paixão” existe? - perguntaria um rapazinho.

Por incrível que pareça existe sim.

Quando a gente ama, muitas coisas ficam sem respostas.

Não entendemos o que parece obvio.

Mas tentar achar respostas, não é coisa de mulher?

Talvez seja, mas nem os homens (que acham que tem respostas pra tudo)

sabem o que fazer para aliviar uma saudade.

Acham que sabem tudo... quase tudo, ou melhor, praticamente nada.

Afinal, aos 26 anos, numa noite gostosa de quarta-feira,

Me dou o direito de avaliar o que realmente, há de ser coisa de mulher:

Falar de amor,

Permitir-se chorar,

Se jogar de cabeça numa relação mesmo sabendo que pode se machucar

Ser sensível no trato com as pessoas,

Arrumar-se por fora e ter a sensação de ter se arrumado por dentro.

Gargalhar para esconder uma lágrima

Desabafar com o espelho e com o travesseiro,

Ouvir uma canção, como se falasse as palavras dela para alguém

Sentir saudade, mas sentir-se leve, por não doer mais como doía antes.

Ah, e como doía...

Hoje, dói mesmo é a lembrança, mas dela eu tento curar,

com remédios que descobri sozinha.

A distância é um deles.

E apesar de ser um substantivo feminino,

Saudade não é coisa de mulher.

Um comentário:

  1. Olá Cri! Bom descobrir mais este taleto seu. Uma inteligência e uma sensibilidade que conseguiram me fazer refletir sobre os meus sentimentos. Maravilhoso texto. Parabéns!

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