sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

21.01- INTOLERÂNCIA RELIGIOSA

Comissão de Direitos Humanos da Bahia não possui um membro do candomblé

Nesta sexta-feira comemora-se o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa. A iniciativa partiu da vereadora Olívia Santana, que em 2004 apresentou um projeto de Lei instituindo o Dia Municipal de Combate à Intolerância Religiosa. No entanto, apesar da Lei ter nascido aqui, a Comissão de Direitos Humanos da Bahia não possui um representante do candomblé.

De acordo com Mãe Jaciara, do Terreiro Axé Bassá de Ogum, os avanços são poucos em relação à intolerância. Para ela, é preciso educar o povo a respeito das religiões de matriz africana. " Como disse Dalai Lama, não existe uma religão melhor que a outra; a melhor religião é que faz o ser humano melhor". Mãe Jaciara é filha de Mãe Gilda, que inspirou o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa.

Mãe Jaciara afirma que o povo do candomblé não pode andar nas ruas e ela mesma não se veste de Ialorixá quando precisa sair. Ela conta que um dia entrou no elevador e o ascensorista clamou por Deus e disse que a Mãe de Santo ia para o inferno.

História - Em 2007, inspirado na lei municipal de Salvador, o deputado Federal Daniel Almeida (PC do B) apresentou um projeto de Lei na Câmara Federal. Em 27 de dezembro daquele ano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei 11.635/07, instituindo o 21 de Janeiro como Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, incluindo a data no Calendário Cívico da União para efeitos de comemoração oficial.

Tudo começou por que uma das yalorixás mais respeitadas de Salvador, Gildásia dos Santos, conhecida religiosamente como Mãe Gilda, participou, em 1992, de uma série de atos e manifestações a favor do impeachment, do então presidente Fernando Collor de Mello. Em uma dessas manifestações Mãe Gilda foi fotografada e a sua imagem foi capa da revista Veja.

Em 1999, a mesma foto, para surpresa e tristeza da Yalorixá, que na época tinha 65 anos, foi estampada no Jornal Folha Universal, que pertence a Igreja Universal do Reino de Deus. Na foto, uma tarja preta sobre o rosto de mãe Gilda e a frase: "Macumbeiros e charlatões lesam a vida e bolso de clientes".

Depois que a foto foi publicada, o terreiro comandado por Mãe Gilda, o Abassá de Ogum, passou a ser alvo de perseguições, depredações e invasões. Mãe Gilda sofreu muito e acabou adoecendo. No dia 21 de janeiro do ano 2000, após sofrer um enfarto fulminante, a yalorixá veio a falecer.

Um comentário:

  1. Oii eu por aqui. Adorando seu blog, Preta. Beijaoooo Lis Grassi

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