segunda-feira, 10 de maio de 2010

Entrelaçadas


Existem coisas que surgem e nos inspiram a refletir
A fazer uma viagem nostálgica sobre nós mesmos
Voltamos no tempo e questionamos sobre o que fizemos e o que deixamos por fazer.
No dia das mães é assim.
Pelo menos pra mim.
Vejo as campanhas publicitárias
E esse ano devo considerar que imagens e sons conseguiram me inspirar profundamente.
Mas n foi qualquer campanha.
Principalmente uma que define a mãe como o feminino do amor.
Expressão curta, mas que traduz o verdadeiro significado dessa palavra ainda menor, mas que cabe o infinito.
Vendo essas publicidades, não me torturo.
Afinal, sei que tento corresponder à altura tudo que vem dela pra mim
Respeito, confiança, companheirismo, o toque, palavras que impulsionam.
O sorriso de satisfação ao me ver prosperar,
O abraço ao me ver chegar depois de um árduo dia de trabalho.
O interesse em ouvir minhas histórias mais loucas.
A certeza de poder contar com esse amor incondicional pelo resto dos meus dias.
Sou o seu reflexo. Em aparência e essência.
Não quero traduzir a palavra m-ã-e
Mas nesta segunda-feira pós dia das mães, estou aqui , a pensar no tanto de coisas que já vivemos juntas.
E principalmente a maestria como consegue suprimir a minha carência por um pai.
Durante algum tempo tive dificuldade em entender suas posturas,
seu modo de agir e reagir,
as orientações,
e tantas outras coisas que um dia descordei.
Hoje, ainda que me surpreenda, percebo que tudo isso é parte da natureza, do chamado instinto materno.
Instinto de luta, de defesa pela sua cria.
A mim, só resta agradecer. Por tudo que já fez e continua fazendo por mim
E aproveitar cada segundo
Tendo a certeza de poder contar com esse acalanto único
Que me faz renascer a cada reencontro.
Qualquer presente é pequeno,
Diante do grande presente que é ter nascido do teu ventre
E poder chamá-la de mãe.

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