Cristielle FrançaEm razão da onda de violência que assola em Salvador e atinge alguns templos sagrados de Candomblé, representantes da religião de matriz africana resolveram se mobilizar. Acontece nesta terça-feira, 12, ás 8h30 da manhã um encontro do povo de candomblé em solidariedade a Mãe Stella do Afonjá, devido à série de invasões, assaltos e até tiroteios que estão acontecendo no local. O encontro será em frente ao Ilê Axé Opô Afonjá, no bairro de São Gonçalo do Retiro.
A articulação para o encontro partiu da SIOBÁ ( Irmandade de ojés, ogans e tatas), de babalorixás como Tata Anselmo do Terreiro Mokambo, Cordeiro do Odé Tolá, Tata Emetério do Tumba junçara, além de ialorixás como Jaciara do Abassa de Ogun, Celeste do Terreiro São Bento, Jô de Yemanjá da Casa Branca, Marcia Maiê do Gantois.
Invasões- As casas de pelo menos seis orixás do Ilê Axé Opo Afonjá já foram arrombadas e tiveram os nomes das entidades, feitos em cobre, arrancados da fachada. A polícia afirma que as ações dos bandidos se dão devido ao fato de a administração do terreiro estar construindo um muro para isolar o espaço dedicado ao candomblé da invasão da Baixinha do Santo Antônio. E por isso, os bandidos já avisaram: vão derrubar a construção, já que o muro vai fechar o acesso a um campo de futebol usado por eles (no fim do terreno) para consumo e distribuição de drogas.
História - Localizado em São Gonçalo do Retiro, o Ilê Axé Opô Afonjá (em português, Casa da Força sustentada por Xangô) é um dos terreiros mais antigos do país, fundado em 1910 por um grupo dissidente do Terreiro da Casa Branca. Com espaços para celebrações religiosas e outros destinados à moradia, o terreiro é cercado por extensas áreas de vegetação fechada, que ocupam mais de dois terços da área total de 40 mil metros quadrados.
No local, destacam- se o barracão principal, onde são realizadas as festas e a Casa de Xangô - orixá do terreiro, além da Escola Municipal Eugênia Anna dos Santos, em homenagem à fundadora do terreiro. O terreiro Ilê Axé Opô Afonjá foi tombado como patrimônio histórico nacional pelo Iphan em julho de 2000.
Desde 1976, o terreiro é comandado pela yalorixá Stella de Oxóssi, hoje com 84 anos, notabilizada por combater o sincretismo religioso com a Igreja Católica. Em outubro de 2009, ialorixá recebeu o titulo doutor honoris causa, concedido pela Univerdidade Do Estado Da Bahia (Uneb). A honraria é uma das mais raras da instituição e é entregue a personalidades que tenham se destacado pelo saber ou pela atuação em prol das artes, das ciências, da filosofia, das letras ou do melhor entendimento entre os povos.
(Com informações do Correio*).
A articulação para o encontro partiu da SIOBÁ ( Irmandade de ojés, ogans e tatas), de babalorixás como Tata Anselmo do Terreiro Mokambo, Cordeiro do Odé Tolá, Tata Emetério do Tumba junçara, além de ialorixás como Jaciara do Abassa de Ogun, Celeste do Terreiro São Bento, Jô de Yemanjá da Casa Branca, Marcia Maiê do Gantois.
Invasões- As casas de pelo menos seis orixás do Ilê Axé Opo Afonjá já foram arrombadas e tiveram os nomes das entidades, feitos em cobre, arrancados da fachada. A polícia afirma que as ações dos bandidos se dão devido ao fato de a administração do terreiro estar construindo um muro para isolar o espaço dedicado ao candomblé da invasão da Baixinha do Santo Antônio. E por isso, os bandidos já avisaram: vão derrubar a construção, já que o muro vai fechar o acesso a um campo de futebol usado por eles (no fim do terreno) para consumo e distribuição de drogas.
História - Localizado em São Gonçalo do Retiro, o Ilê Axé Opô Afonjá (em português, Casa da Força sustentada por Xangô) é um dos terreiros mais antigos do país, fundado em 1910 por um grupo dissidente do Terreiro da Casa Branca. Com espaços para celebrações religiosas e outros destinados à moradia, o terreiro é cercado por extensas áreas de vegetação fechada, que ocupam mais de dois terços da área total de 40 mil metros quadrados.
No local, destacam- se o barracão principal, onde são realizadas as festas e a Casa de Xangô - orixá do terreiro, além da Escola Municipal Eugênia Anna dos Santos, em homenagem à fundadora do terreiro. O terreiro Ilê Axé Opô Afonjá foi tombado como patrimônio histórico nacional pelo Iphan em julho de 2000.
Desde 1976, o terreiro é comandado pela yalorixá Stella de Oxóssi, hoje com 84 anos, notabilizada por combater o sincretismo religioso com a Igreja Católica. Em outubro de 2009, ialorixá recebeu o titulo doutor honoris causa, concedido pela Univerdidade Do Estado Da Bahia (Uneb). A honraria é uma das mais raras da instituição e é entregue a personalidades que tenham se destacado pelo saber ou pela atuação em prol das artes, das ciências, da filosofia, das letras ou do melhor entendimento entre os povos.
(Com informações do Correio*).

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