quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Os prazeres da vida

Prazer...

É engraçado, como depois de algum tempo você percebe a reviravolta que alguns acontecimentos podem fazer em sua vida. Chega a ser risível lembrar dos tempos de outrora. Das piruetas e fantasias realizadas ou não...Na verdade, rir ou chorar, ao lembrar de um passado não muito longínquo são ações instantâneas. Pois é, estou num momento desses: de reflexão.
Mas, ao mesmo tempo em que me ponho a pensar, recordar, comparar, e planejar, chego a conclusão que a única coisa que está a meu alcance é relaxar e viver. Até por que ficar pensando no que já passei, no que machucou, no que doeu, só faz sentir um pouquinho mais de dor. Como não sou masoquista, prefiro me dedicar a viver o agora intensamente, com quem está ao meu redor agora, com as pessoas que me fazem ter prazer em viver, ainda que estas já tenham visitado meu passado.

Fazer o que...?

Dizem que o que é nosso pode ficar solto o vento, o tempo que for. Pois se tivermos conquistado, de fato, uma hora, há de voltar, sem que precisemos mover uma palha pra que isso aconteça.

Se dará certo? Deus é quem sabe...a nós, uma certeza em comum: comemorar o reencontro a cada dia, até que não seja mais um motivo de comemoração. Se este dia não chegar, comemoraremos de novo, pois discordo da teoria de que amar é sofrer. Pra mim, é sim, motivo de festa!

Na verdade, a única coisa que sei é que quem sente algo intenso por alguém se torna incrivelmente cara de pau, e entra num estágio de letargia, que incomoda muita gente. Mas só quem vive isso- que chamam de amor - é capaz de compreender o que se faz por amor...calma! não estou falando de coisas absurdas. Estou falando da incrível capacidade de se acreditar no outro, na vontade de estar junto, na satisfação de fazer as mínimas coisas ao lado do ser amado, no prazer de sentir o cheiro, ouvir a voz, tocar a pele, abraçar e sentir o coração palpitar e as pernas tremerem com o reencontro, e enfim, beijar na boca totalmente sem vergonha. Além disso tem a cama...Ah, a cama... Esse é um complemento delicioso e necessário, que , quando há sentimento, fica mais excitante ainda. Não há como resistir a um beijo apaixonado, um olhar sedutor, um corpo quente e mãos que sabem muito bem onde querem chegar...Xi, melhor parar por aqui, senão, farei muita gente ficar em estado de nostalgia, mas não só sentimental, sexual também....mas relaxe...se quiser, se jogue! Não há nada mais gostoso do que essas lembranças que nos excitam e que, querendo ou não, fazem a vida valer cada vez mais a pena.

Por isso, seja lá qual for seu estado civil, viva, sem vergonha e sem medo de, literalmente, se jogar, em tudo aquilo que lhe dá prazer...

quarta-feira, 27 de julho de 2011

EU TE AMO... NÃO DIZ TUDO!

Você sabe que é amado(a) porque lhe disseram isso?

A demonstração de amor requer mais do que beijos, sexo e palavras.Sentir-se amado é sentir que a pessoa tem interesse real na sua vida, Que zela pela sua felicidade, Que se preocupa quando as coisas não estão dando certo, Que se coloca a postos para ouvir suas dúvidas, E que dá uma sacudida em você quando for preciso.Ser amado é ver que ele(a) lembra de coisas que você contou dois anos atrás, É ver como ele(a) fica triste quando você está triste, E como sorri com delicadeza quando diz que você está fazendo uma tempestade em copo d'água. Sente-se amado aquele que não vê transformada a mágoa em munição na hora da discussão.Sente-se amado aquele que se sente aceito, que se sente inteiro.Aquele que sabe que tudo pode ser dito e compreendido. Sente-se amado quem se sente seguro para ser exatamente como é, Sem inventar um personagem para a relação, Pois personagem nenhum se sustenta muito tempo.Sente-se amado quem não ofega, mas suspira; Quem não levanta a voz, mas fala; Quem não concorda, mas escuta.

Agora, sente-se e escute: Eu te amo não diz tudo!

terça-feira, 26 de julho de 2011

Avós...carinho desconhecido

Hoje é dia dos avós! Sinto muito por não ter conhecido aqueles que me deram de presente a mulher mais fantástica e mais importante da minha vida: minha mãe. Sei que teria sido maravilhosa a nossa convivência e que hoje estaria saudosa, caso não estivessem mais comigo. Sinto inveja dos que foram ou são mais sortudos do que eu e recomendo que, caso ainda os tenha por perto, aproveite cada segundo desta experiência fantástica que é o encontro de gerações. Contento-me com os meus avós espirituais, nas figuras de Nanã Buruku, Obaluaê e Oxalufã...Por isso, peço à benção e curvo minha devoção aos mais velhos.

Olorum modupé!!!

terça-feira, 14 de junho de 2011

Retornando...

Depois de muitos dias sem escrever neste blog, devo dizer-lhes que em questão de dias trarei uma série de novidades... Vou atualizando aos poucos, mas estejam certos de que to cheia de babados, gritarias e confusões!!!


segunda-feira, 30 de maio de 2011

quarta-feira, 30 de março de 2011

Maria somos nós

por Ana Kessler |

Ela ganhou o BBB. E nós vencemos. Nós, mulheres donas dos nossos desejos

Maria ganhou o BBB. E nós vencemos. Nós, mulheres donas das nossas vontades, desejos, tentativas e erros. Nós que nos apaixonamos pelo lobo mau maudivertido, falante e machista. E o machismo não tem mais espaço no conto moderno nosso de cada dia. Graças a nós mesmas, que o abolimos e nos libertamos.

Maria Melilo foi Madalena, jogou-se nas fogueiras das paixões, assumiu seu cio. E atire a primeira pedra quem nunca pecou. Ou quis pecar. Todas pecamos mas, olha que coisa, não cremos mais em pecado. Quem dita o que é certo e errado quando se trata de sexo? Da nossa sexualidade? Nosso corpo nos pertence e, tatue na pele: só a nós cabe decidir o que fazer com ele.

Somos humanas, frágeis, tolas, fracas. E somos fênix,renascemos das cinzas, ágeis, fortes. Erramos e aprendemos com os deslizes. Rimos. Buscamos ajuda - nem que seja autoajuda. Lemos, trocamos ideias, confidências, ouvimos umas às outras. Experimentamos. Às vezes dá certo. Outras não dá. Damos.

E vem príncipe encantado e vão-se desencantos e não acreditamos nele, mas esperamos um dia, quem sabe... Somos clareza e contradição. Hormônios e coração. Ebulição. Somos ar, água e gelo.Derretemos. Não tentem nos desvendar pois não temos segredos. Nossos mistérios são mutantes, o que era não é, e o que é, já foi. E será diferente.

Mais que mulheres, somos deusas. Rainhas. E serviçais, por que não? Somos o que escolhemos ser. Messalinas, virgens, molecas, meninas, mães e, acima dos nossos quereres, fêmeas. Dentro de nós corre a essência feminina, o dom da criação, do recriar-se. Geramos vida. Vivíssimas.

Aceitamos o que somos e não aceitamos mais o que acham que deveríamos ser. Somos mais que Amélias, mulheres de verdades. Somos bem remuneradas e donas do nosso nariz. Solteiras, casadas, separadas, nosso estado civil é nosso estado de espírito. Fiéis aos nossos instintos, damos rédeas à imaginação, rédeas soltas, claro. Ou, por opção, bem justas.

Aliás, temos um grande senso de justiça. Mas no nosso tribunal não cabem julgamentos. O veredicto é a felicidade. Queremos e buscamos ser felizes. Senão, viver pra quê? Sim, somos dramáticas. Rios de lágrimas lavam nossa pele e matam a sede. Bebemos. Falamos bobagens. Assumimos culpas alheias só para ficarmos em paz. Nos arrependemos e, sem pensar, fazemos tudo de novo. Aprender com os erros exige errar - essa é a melhor parte!

Mas sim, somos perfeitinhas. Autoestima é tudo, dizem. Acreditamos. Beijamos sapos, retocamos o batom. Fazemos mandinga, lemos horóscopos. Somos estrelas. Brilhamos. E rezamos, pedimos, agradecemos, enlouquecemos, deixamos doida a concorrência. Eles doidos. Que loucura!

Como Maria, com o apoio de milhões de votos, nós mulheres-fêmeas do século 21 somos a extinção da espécie e a renovação. Matamos o que fomos e nos tornamos a essência do que vamos ser. Enquanto isso, vamos vivendo nosso reality show diário. Vamos Mariando, simplesmente sendo. Campeãs.

terça-feira, 15 de março de 2011

Porque Eu Sei Que É Amor

Composição: Sérgio Britto e Paulo Miklos

Porque eu sei que é amor

Eu não peço nada em troca

Porque eu sei que é amor

Eu não peço nenhuma prova

Mesmo que você não esteja aqui

O amor está aqui

Agora

Mesmo que você tenha que partir

O amor não há de ir

Embora

Eu sei que é pra sempre

Enquanto durar

E eu peço somente

O que eu puder dar

Porque eu sei que é amor

Sei que cada palavra importa

Porque eu sei que é amor

Sei que só há uma resposta

Mesmo sem porquê eu te trago aqui

O amor está aqui

Comigo

Mesmo sem porquê eu te levo assim

O amor está em mim

Mais vivo

Porque eu sei que é amor


O gigolô dos negros

Jorge Portugal Educador e poeta secretaria@jorgeportugal.com.br

O Estado da Bahia é um histórico gigolô dos negros. O Estado inteiro e, principalmente, sua capital sempre se venderam ao resto do País e ao exterior pela pujança cultural de sua matriz africana. Alguém pode argumentar que na região do semiárido não é tanto assim, que no sertão há uma esmaecida presença do negro e que tudo isso é Bahia também. Mas eu respondo, lembrando que ainda não é pelos belos repentes sertanejos que o mundo se curva à musicalidade brasileira e sim pelo samba e suas variáveis, pelas canções de Caymmi e pelo canto de João. Durante 350 anos, a preguiça do explorador eurodescendente foi garantida pelos braços escravos dos negros na lavoura, na cozinha e nas construções. O azulejo era português, o desenho arquitetônico, às vezes também, mas o suor era negro, o trabalho braçal tinha cor.

Na culinária, não é a rapadura e a carnede-sol (deliciosas!) que seduzem paladares extra-Bahia. É o acarajé, o caruru, o vatapá, enfim, as comidas de orixás, carregadas de cultura no seu tempero e tecnologia negra no seu preparo. Na expressão corporal, a capoeira, espalhada pelo mundo, faz mais pela difusão da língua portuguesa do que todas as embaixadas brasileiras reunidas no planeta. Na literatura, sobretudo a literatura de Jorge e João Ubaldo, são figuras como Gabriela, Pedro Arcanjo, Nego Leléu, Tieta, Maria da Fé, que incendeiam o imaginário dos leitores do mundo e fixam a poesia e a luta de tantos iguais, de carne e osso, que aqui vivem numa sanha sem trégua para conquistar dignidade e respeito.

Enfim, estamos em um Estado (e uma cidade) que deve tudo o que move sua história, economia e cultura ao povo negro e suas invenções geniais. Não importa que a pele da cantora seja mais clara e o seu trio elétrico high-tec. Amúsica que anima o Carnaval e que garante o seu estrondoso sucesso foi composta por um negro. Que continua anônimo, por sinal. Então, cara-pálida, quem é você para querer desancar Márcio Vítor em sua própria casa e Carnaval? Respeite-o e respeite a história desse povo que trabalha sem férias há 500 anos para que você e assemelhados possam “brincar de ser brancos” na Bahia.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Ainda que este ano o Dia em lembrança ao 8 de março tenha caído em pleno carnaval, não poderia deixar de descrever esta mais do que válida homenagem. A composição escolhida é, por muitos, considerada clichê, mas ainda que tenha sido composta em 1917, traduz um sentimento puro e singelo em relação a figura feminina.

Rosa

Pixinguinha e Otávio de Souza

Tu és divina e graciosa
Estátua majestosa
No amor!
Por Deus esculturada
E formada com ardor...

Da alma da mais linda flor
De mais ativo olôr
Que na vida é preferida
Pelo beija-flor...

Se Deus
Me fora tão clemente
Aqui neste ambiente
De luz, formada numa tela
Deslumbrante e bela...

Teu coração
Junto ao meu lanceado
Pregado e crucificado
Sobre a rosa e a cruz
Do arfante peito teu...

Tu és a forma ideal
Estátua magistral
Oh! alma perenal
Do meu primeiro amor
Sublime amor...

Tu és de Deus
A soberana flor
Tu és de Deus a criação
Que em todo coração
Sepultas um amor...

O riso, a fé, a dor
Em sândalos olentes
Cheios de sabor
Em vozes tão dolentes
Como um sonho em flor...

És láctea estrela
És mãe da realeza
És tudo enfim
Que tem de belo
Em todo resplendor
Da santa natureza...

Perdão!
Se ouso confessar-te
Eu hei de sempre amar-te
Oh! flor!
Meu peito não resiste
Oh! meu Deus
O quanto é triste
A incerteza de um amor
Que mais me faz penar
Em esperar
Em conduzir-te
Um dia ao pé do altar...

Jurar aos pés do Onipotente
Em preces comoventes
De dor, e receber a unção
Da tua gratidão...

Depois de remir meus desejos
Em nuvens de beijos
Hei de envolver-te
Até meu padecer
De todo fenecer...

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

A Comida de Santo Numa Casa de Keto da Bahia

Uma entrevista inédita de Vivaldo da Costa Lima, morto há quatro meses, com a ialorixá Olga de Alaketu foi transformada em livro. A obra, A Comida de Santo Numa Casa de Queto da Bahia, foi lançada hoje, 14, junto com outros três volumes, que reúnem pesquisas feitas pelo antropólogo, ao longo de 50 anos. O lançamento das publicações, da editora Corrupio, foi realizada as 19 horas na sala 01, do Espaço Unibanco Glauber Rocha.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Diretor: A Tarde não recebe pressões do mercado imobiliário

Por Cláudio Leal/ Terra Magazine

O mais antigo jornal baiano em atividade, “A Tarde”, fundado em 1912 pelo ex-ministro do governo Getúlio Vargas, Ernesto Simões Filho, vive uma das suas mais intensas crises, num conflito dos jornalistas com o setor imobiliário de Salvador. Depois de publicar uma reportagem sobre crimes ambientais denunciados pelo MPF (Ministério Público Federal), numa obra realizada pelo governo baiano em parceria com as empresas Patrimonial Saraíba e Construtora NM, o repórter Aguirre Peixoto foi demitido pelo jornal.

Em protesto, a redação emitiu uma carta aberta e fará paralisações diárias de duas horas. Terra Magazine ouviu o diretor-executivo do Grupo A Tarde, Sylvio Simões, que procurou esclarecer o episódio. Segundo Simões, a demissão se deve “muito mais (a) uma questão de relações de poder interno, do que qualquer tipo de penalização por fazer qualquer tipo de matéria”. Ele rejeita a informação, que circula na blogosfera e nas redes sociais, de que o jornal recebeu pressões de empreiteiros.

- Obviamente, é bom que se saiba, A Tarde não sofre pressões, ninguém tem nos pressionado porque sabe da nossa conduta e do nosso comportamento. Foi muito mais um problema de relações da atividade empresarial, afirma Sylvio Simões.

O diretor-executivo desmente a venda de ações de “A Tarde” para empresas do mercado imobiliário, principalmente dos construtores Francisco Bastos e Carlos Suarez:

Não. Meu amigo, eu vou lhe dizer assim: se por acaso tiver uma ação à venda, do grupo A Tarde, eu e meu sócio compramos (risos).

Confira a entrevista.

Terra Magazine – O que ocorreu no episódio da demissão do repórter Aguirre Peixoto?

Sylvio Simões – Foi uma atitude da direção em relação a um redirecionamento da nossa atividade de comunicação. É só esse o ponto. É uma coisa que estão dando uma dimensão na qual não faz A Tarde. A Tarde tem uma posição muito clara, muito nítida, muito transparente, em relação aos seus propósitos. É um momento de mudanças muito grandes na empresa. O mundo está mudando e nós estamos mudando. As coisas estão se estabelecendo de uma maneira que, às vezes, há um nível de conflito interno, natural. A gente tem que tocar o barco. Obviamente, é bom que se saiba, A Tarde não sofre pressões, ninguém tem nos pressionado porque sabe da nossa conduta e do nosso comportamento. Foi muito mais um problema de relações da atividade empresarial.

O que a redação argumenta é que o repórter foi demitido depois de publicar uma matéria sobre a questão imobiliária, em Salvador. O que vocês dizem?

A razão não foi essa, foi muito mais uma discordância dentro da dinâmica da gestão da empresa. Por ventura, tentaram evidenciar uma carta dando exatamente esse sentido, que não é verdadeiro e o tempo vai exatamente demonstrar que foi muito mais uma questão de relações de poder interno, do que qualquer tipo de penalização por fazer qualquer tipo de matéria, seja em relação ao mundo imobiliário, em relação ao governo, em relação ao mundo agrícola. Sempre tivemos um princípio muito claro: nós temos um compromisso substantivo com a cidadania. Temos a obrigação na construção de um novo mundo civilizatório.

E por que Aguirre Peixoto foi escolhido?

Isso, na realidade, é que é lamentável. É lamentável que tenha acontecido essa questão com Aguirre, é lamentável. Mas a gente lamenta o que aconteceu com Aguirre, foi um desentendimento em relação à questão da visão diretiva do grupo. Isso pode ser reparado no futuro. Não agora, porque aí seria acatar uma posição diretiva de total discordância no centro de decisões da empresa.

Não há acordo com os jornalistas? Ele estão numa paralisação de duas horas.

Rapaz, eu acho que não. Eles estão obviamente conversando com o sindicato e amanhã nós vamos ter uma conversa exatamente explicitando todos esses pontos que estamos falando. Porque há uma Porque há uma afetividade muito grande dos jornalistas com A Tarde. Na realidade, foi muito mais um problema de ordem diretiva da empresa, do que estão tentando afirmar. A Tarde não tem nenhum tipo de problema natureza de problema com qualquer área da atividade econômica, porque nós temos uma independência muito clara e todo mundo sabe na Bahia disso.

Não houve um corte de anúncios do setor imobiliário?

Nunca houve corte de anúncios. Não é verdade. A construção civil, aqui no Estado da Bahia, neste ano que passou, os insumos subiram muito e houve uma redução da atividade imobiliária. Houve uma redução da atividade imobiliária. Isso aí, se você puder pesquisar, eu até lhe agradeço. Por exemplo, no governo também houve uma redução de publicidade. Porque, você sabe, nas eleições para governador e para presidente da República, fica limitada a possibilidade de fazer publicidade. Teve duas reduções: uma redução do mercado imobiliário, as construtoras pararam de construir como estavam fazendo; e tem a questão da retração do próprio governo. E na área de telefonia também houve um ajustamento.

E as notícias que estão nos blogs, de que A Tarde…

Essas notícias que estão nos blogs corre, exatamente, de uma posição adotada, antagônica à posição da direção.

O jornal não está à venda? Circula que o jornal estaria negociando a venda de parte das ações para o mercado imobiliário, com os empresários Francisco Bastos e Carlos Suarez.

Não. Meu amigo, eu vou lhe dizer assim: se por acaso tiver uma ação à venda, do grupo A Tarde, eu e meu sócio compramos (risos) Compramos na mesma hora. Eu mesmo to doido pra comprar. Se você conseguir aí alguns sócios pra eles venderem, eu compro? Então, a questão foi muito mais do fórum de conflito diretivo, do qual realmente a gente adotou uma posição. Lamentavelmente, surgiu esse problema, no momento em que estamos fazendo grandes mudanças. Estamos, por exemplo, montando uma nova concepção estratégica. Estamos nos preparando para a festa dos 100 anos. Uma máquina nova, um sistema de governança, com a empresa alinhada para os próximos 20 anos.

Como foi tomada essa decisão de demitir Aguirre? Isso não fica restrito à redação, à secretaria de redação?

Olha, houve uma discordância aí realmente. A parte do corpo diretivo…

Seu primo, Ranulfo Bocayuva?

Não vejo como uma questão de parente, não. Vejo como questão de executivos. Que é uma questão nossa, no primeiro momento. Na área dos executivos, realmente, a gente acabou tomando uma decisão majoritária e aconteceu esse episódio. Mas, obviamente, a gente desenhou a questão do comando da empresa em relação à política da qual a empresa tem estabelecido ao longo de todos os anos. A Tarde nunca teve uma posição sistemática. A Tarde sempre foi crítica, no momento de ser crítica, e no momento de se elogiar a gente elogia. A gente não pode adotar posições sistemáticas em relação a coisa alguma. Nesse novo Brasil, é preciso muito mais competência, porque você fazer as mudanças, as transferências de renda, com sensatez, é muito difícil. É o que a gente está tentando fazer aqui. Estou fazendo apenas uma analogia. Esse pano de fundo está sendo divulgado não é verdadeiro.

Como o senhor vê as críticas à expansão imobiliária em Salvador? É muito agressivo para a cidade?

Olha, essa questão imobiliária em relação à cidade de Salvador não advém de agora. Ela agora tomou uma dimensão maior. O que está faltando é um PDDU bem desenhado e bem definido. Isso cabe à atividade pública, à Prefeitura da cidade do Salvador. Ela precisa sentar com todos os atores e desenhar um plano que acolha a questão do meio ambiente e que acolha também a questão das pessoas. O grande problema do jornal brasileiro é que ele é absolutamente factual. O fato ninguém discute. Mas os jornais da Europa e da América do Sul são analíticos e críticos. Essa é uma grande discussão que a gente precisa ter. A gente não pode transformar o mercado imobiliário como se fosse uma coisa unívoca. Tem empresas que atuam com seriedade, com responsabilidade, etc., e tem outras que muitas vezes não atuam e precisam ser criticadas.

A Tarde vai continuar publicando matérias críticas em relação a essa expansão imobiliária?

Ah, sem dúvida, sem dúvida, desde que haja motivo e razão a gente vai tomar posição crítica em relação ao mercado imobiliário e em relação a qualquer mercado. Agora, o que nós temos levantado é o seguinte, em relação a todos os jornais, não só do Brasil, mas do mundo. A gente está perdendo leitores porque o mundo mudou de paradigma e a gente não mudou. Qual é o paradigma? Qualquer atividade é gratificante. Existe uma coisa mais bonita do que trabalhar para construir as coisas? Então, os jornais precisam começar a atividade de imóvel. E criticar a operação. O sujeito fez uma ponte errada? Você chega e baixa o cacete, porque a ponte foi mal construída. Sabe o que vai acontecer? Aqueles que constroem pontes erradas, até um Estado socialista vai dizer. Agora, se você transforma aquela ponte quebrada em todos os construtores de ponte constroem pontes ruins, aí é um problema. Até para a relação humana. A nossa reflexão é focar numa análise crítica. Isso é inabalável.

Aguirre foi demitido por causa do posicionamento editorial em relação à construção civil?

De forma alguma, foi muito mais por uma questão de discordância do corpo diretivo, que adotou uma posição. E essa posição não estava sendo estabelecida. As coisas estão caminhando dentro da dinâmica sistemática, e aí transformava todo mundo em japonês. Isso não é possível. A gente só é sistemático quando a gente não tem razão. Quando a gente tem razão, uma matéria bem dada resolve o problema.

Tem lhe incomodado o fato de os jornalistas falarem da vinculação da família Simões com negócios imobiliários?

Não há vinculação nenhuma. Não temos nenhum negócio no mercado imobiliário.

Eles falam de uma empresa de venda de imóveis de sua família.

Nós não temos nenhuma empresa imobiliária. Se tem, é de minha mulher e eu não participo. O jornal, ao contrário, não traz nenhum benefício, nem também nenhum malefício à atividade dela. Por quê? Ela é uma empresa de porte, associada a uma empresa de São Paulo, é a segunda empresa da Bahia. É meu segundo casamento, portanto não tem nada a ver com meu negócio.

JORNALISTA É DEMITIDO POR CAUSA DE INTERESSES EMPRESARIAIS

Mais um absurdo no jornalismo baiano. O jornalista Aguirre Peixoto, que até então trabalhava no Jornal A Tarde, foi demitido após fazer uma matéria que denunciava o crime ambiental cometido por um grupo de empresários que teria realizado a construção do Parque Tecnológico de Salvador, na Avenida Paralela.

A matéria foi publicada no site e no jornal impresso, o que comprova que passou pelos superiores na cadeia de produção, que são os editores, chefes de reportagem, diretoria, enfim, aos que autorizaram a publicação da denúncia.

Entretanto, somente a cabeça do ultimo da escala, o que correu atrás da informação e assina o texto, foi demitido sob a alegação de ter cometido um erro grosseiro na reportagem, sem que este fosse apontado.

A denúncia é verídica e não há qualquer equivoco no que foi denunciado. Nós jornalistas já estamos nos mobilizando pela internet, mas precisamos ir além deste veiculo. Não o conheço pessoalmente, mas lamento a injusta demissão, já que hoje foi ele e, se esse jogo de interesses continuar de forma tão descarada, amanhã pode ser qualquer um de nós.

Nesta terça-feira, foi divulgada uma carta aberta à imprensa, jornalistas de A Tarde protestaram nesta terça-feira, 09, contra a demissão do repórter. O manifesto da Redação foi assinado por mais de 100 profissionais.

Leia a Carta:

“Hoje é um dia triste para não só para nossa história pessoal, mas também para A TARDE e, principalmente, para o jornalismo da Bahia. Um dia em que A TARDE, um jornal quase centenário e que já foi o maior do Norte e Nordeste e que tinha o singelo slogan “Saiu n´A TARDE é verdade” se curvou. Cedeu a pressões econômicas difusas e demitiu um profissional exemplar.

Aguirre Peixoto teve a cabeça entregue em uma bandeja de prata a empresas do mercado imobiliário em uma tentativa de atração/reaproximação com anunciantes deste setor. Tentativa esta que pode dar certo ou não. Uma medida justificada por um suposto “erro grosseiro” não reconhecido pela Diretoria de Jornalismo, pelo Editor-Executivo, pelo Editor-Chefe, por secretários de Redação, Editor Coordenador ou editores de Política.

Uma medida, enfim, que só pode ser entendida como uma demonstração de força excessiva, intimidatória à autoridade da Direção de Jornalismo, à Coordenação de Brasil e à Editoria de Política. Uma demonstração de força desproporcional, porque forte não é aquele que age com força contra algo ou alguém mais fraco. Forte seria enfrentar, como o jornalismo de A TARDE estava enfrentando, empresários que iludidos pela promessa do lucro fácil e rápido põem em risco recursos financeiros de consumidores, o meio ambiente da cidade e que aviltam, desta forma, toda a cidadania soteropolitana.

Aguirre era o elo mais fraco da corrente. Acima dele havia editores, coordenador, secretários de redação, editor-executivo, editor-chefe, diretor de Jornalismo. Todos, em alguma medida, aprovaram a pauta, orientaram o trabalho de reportagem e autorizaram a publicação da reportagem. Isso foi feito sem irresponsabilidades, pois não foi constatado nenhum erro, muito menos um “erro grosseiro”. Se algum erro foi cometido, o erro foi o da prática do jornalismo, uma atividade cada vez mais subversiva em época em que propositadamente se misturam alhos e bugalhos para confundir, iludir, manipular a opinião publica, a sociedade, a cidadania. É de se estranhar que uma empresa que se coloca como defensora da cidadania aja de tão vil maneira contra um de seus melhores profissionais.

Recapitulando, Aguirre foi pautado para dar sequência às reportagens que fazia sobre a Tecnovia (antigo Parque Tecnológico). O fato novo era uma liminar concedida pela 10ª Vara Federal em que cassava multa aplicada ao empreendimento pelo Ibama. Era essa a pauta. No dia seguinte, a Tribuna da Bahia publicou matéria em que dizia que a liminar (decisão que pode ser revista) acabava com o processo criminal contra o empreendimento, que envolve Governo do Estado e duas poderosas construtoras. A matéria de A TARDE – dentro do padrão de qualidade que um dia fez deste um jornal de referência – ouviu o MPF e mostrou que se tratavam de dois processos distintos. O da multa, que foi cassada liminarmente e que o MPF afirmava que recorreria da decisão; e o criminal, que continuava em tramitação normal. A matéria de A TARDE estava tão certa que o MPF, posteriormente, publicou nota oficial na qual desmentia o teor da reportagem da Tribuna da Bahia (jornal que serve a interesses não republicanos, para dizer o mínimo). Essa foi a razão suficiente para o repórter ter a cabeça entregue como prêmio a possíveis anunciantes.

O interesse público? A defesa da cidadania? O histórico ético, de manchetes exclusivas, de boas e importantes reportagens? Nada disso importou a A TARDE. Importou a satisfação a um grupo de empresários, a uma, duas ou três fontes insatisfeitas. Voltamos a tempos medievais, quando fontes e órgãos insatisfeitos mandavam em A TARDE, colocavam e derrubavam profissionais. Tempo em que o jornalismo era mínimo.

“Jornalismo é oposição. O resto é balcão de secos e molhados”. Essa é uma famosa frase de Millor Fernandes. Dispensado o radicalismo dela, é de se ter em mente que Jornalismo é uma atividade que incomoda. Defender o conjunto da sociedade, seu lado mais fraco, incomoda. É preciso que a Direção de A TARDE entenda que a sustentabilidade do negócio jornal depende do seu grau de alinhamento com a sociedade civil (organizada e, principalmente, desorganizada). A força de um veículo de comunicação não está nos números de circulação ou de de anunciantes, mas nas batalhas travadas em prol dos direitos coletivos e individuais diariamente aviltados pelo bruto e burro poder econômico.

Credibilidade é um valor que se conquista um pouco a cada dia e que se perde em segundos. E, graças a ações como esta, a credibilidade de A TARDE escorre pelo ralo a incrível velocidade, assim como sua liderança, assim como seus anunciantes. Sem jornalismo, o jornal (qualquer jornal) pode sobreviver alguns anos de anúncios amigos. Mas com jornalismo, um jornal sobrevive à história”.

Eis a denúncia que originou lamentável episódio:

Tecnovia é denunciada por crime ambiental na Paralela

Aguirre Peixoto l A TARDE

A denúncia baseia-se em investigação da PF, que constatou que a construção devastou a vegetação

O Ministério Público Federal denunciou à Justiça Federal crimes ambientais na construção do Parque Tecnológico de Salvador, na Avenida Paralela. A obra é realizada pelo governo baiano em parceria com as empresas Patrimonial Saraíba e Construtora NM. No processo, o procurador Danilo Cruz pede a prisão dos proprietários das empresas e do ex-secretário de Ciência e Tecnologia Ildes Ferreira, além da aplicação de multa.

Constam como réus, além de Ildes, o proprietário da NM Construtora, Nicolau Martins, e os quatro representantes da Saraíba: Carlos Suarez, Francisco Bastos, André Duarte Teixeira e Humberto Riella Sobrinho.

A denúncia do MPF foi feita em 29 de novembro e baseia-se em investigação realizada pela Polícia Federal. Esta constatou que a construção do Tecnovia, como foi batizado o Parque Tecnológico, devastou vegetação em área de preservação permanente (APP) e espécies típicas da Mata Atlântica, o que é enquadrado como crime pela lei 9.605 (que trata de infrações ambientais).

Licenciamento - O processo ainda diz que a supressão de vegetação desobedeceu aos trâmites de licenciamento ambiental. A obra possuía um alvará, emitido em junho de 2008 pela então Superintendência de Parques e Jardins (ligada na época à Prefeitura de Salvador), que necessitava de uma autorização posterior do Instituto do Meio Ambiente (IMA) para sua efetivação.

A derrubada da vegetação, no entanto, teria começado antes desse aval do IMA, segundo a denúncia. O próprio IMA já havia constatado essa irregularidade, o que gerou uma multa de R$ 40 mil paga pela Secti. A lei de crimes ambientais prevê detenção de um a três anos pelas irregularidades denunciadas, além da aplicação de multa.

A 17ª Vara Criminal da Justiça Federal, onde foi protocolada a denúncia, ainda não notificou os réus. Mesmo assim, procurados pela reportagem, eles afirmaram que a supressão de vegetação só começou após os processos de licenciamentos adequados.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

07.02.11:Carybé completaria 100 anos

Ao todo, Carybé fez mais de 5 mil trabalhos entre pinturas, desenhos, esculturas e esboços. Uma parte da obra dele está no Museu Afro Brasileiro de Salvador. São 27 painéis representando os orixás do candomblé da Bahia.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Yes We Can


Nelson Mandela vai continuar tratamento em casa

O ex-presidente sul-africano Nelson Mandela vai deixar o hospital para continuar em casa com o tratamento contra uma infecção respiratória, anunciou nesta sexta-feira (28) o médico chefe do exército nacional, Vejaynand Ramlaken.

Mandela, de 92 anos, passou o terceiro dia internado em uma clínica particular de Johannesburgo, onde se submeteria a exames para tratar problemas respiratórios, segundo o gabinete da presidência.

O vice-presidente sul-africano, Kgalema Motlanthe, afirmou que Mandela se encontra bem e com bom-humor.

"Madiba está bem", afirmou Motlanthe, usando o nome de clã de Mandela, acrescentando que o heroi anti-apartheid está "rindo e fazendo piadas".

Mandela foi internado na clínica Milpark para submeter-se a "exames de rotina", como havia informado a princípio sua fundação, que mantém o silêncio sobre seu estado de saúde.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Tom Jobim

Esta terça-feira, 25 de janeiro, é a data de nascimento do maestro e compositor Tom Jobim, que completaria 84 anos. Também é celebrado o Dia Nacional da Bossa Nova. A lei estabelecendo a criação do Dia Nacional da Bossa Nova foi sancionada pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, 17 de abril de 2009. Tom Jobim morreu no dia 8 de dezembro de 1994, no Hospital Mount Sinai em New York.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

21.01- INTOLERÂNCIA RELIGIOSA

Comissão de Direitos Humanos da Bahia não possui um membro do candomblé

Nesta sexta-feira comemora-se o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa. A iniciativa partiu da vereadora Olívia Santana, que em 2004 apresentou um projeto de Lei instituindo o Dia Municipal de Combate à Intolerância Religiosa. No entanto, apesar da Lei ter nascido aqui, a Comissão de Direitos Humanos da Bahia não possui um representante do candomblé.

De acordo com Mãe Jaciara, do Terreiro Axé Bassá de Ogum, os avanços são poucos em relação à intolerância. Para ela, é preciso educar o povo a respeito das religiões de matriz africana. " Como disse Dalai Lama, não existe uma religão melhor que a outra; a melhor religião é que faz o ser humano melhor". Mãe Jaciara é filha de Mãe Gilda, que inspirou o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa.

Mãe Jaciara afirma que o povo do candomblé não pode andar nas ruas e ela mesma não se veste de Ialorixá quando precisa sair. Ela conta que um dia entrou no elevador e o ascensorista clamou por Deus e disse que a Mãe de Santo ia para o inferno.

História - Em 2007, inspirado na lei municipal de Salvador, o deputado Federal Daniel Almeida (PC do B) apresentou um projeto de Lei na Câmara Federal. Em 27 de dezembro daquele ano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei 11.635/07, instituindo o 21 de Janeiro como Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, incluindo a data no Calendário Cívico da União para efeitos de comemoração oficial.

Tudo começou por que uma das yalorixás mais respeitadas de Salvador, Gildásia dos Santos, conhecida religiosamente como Mãe Gilda, participou, em 1992, de uma série de atos e manifestações a favor do impeachment, do então presidente Fernando Collor de Mello. Em uma dessas manifestações Mãe Gilda foi fotografada e a sua imagem foi capa da revista Veja.

Em 1999, a mesma foto, para surpresa e tristeza da Yalorixá, que na época tinha 65 anos, foi estampada no Jornal Folha Universal, que pertence a Igreja Universal do Reino de Deus. Na foto, uma tarja preta sobre o rosto de mãe Gilda e a frase: "Macumbeiros e charlatões lesam a vida e bolso de clientes".

Depois que a foto foi publicada, o terreiro comandado por Mãe Gilda, o Abassá de Ogum, passou a ser alvo de perseguições, depredações e invasões. Mãe Gilda sofreu muito e acabou adoecendo. No dia 21 de janeiro do ano 2000, após sofrer um enfarto fulminante, a yalorixá veio a falecer.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Todas vão se ver neste texto

Lis Grassi

AAaiii que dor no peito!!

Mulheres... mulheres.. Todas nós temos, pelo menos uma vez na vida, aquele sofrimento desesperador, que parece que o mundo vai acabar. Nós precisamos ligar pra ele, precisamos falar com ele, queremos vê-lo nem que seja pela ultima vez. Normalmente pensamos: “se já não o tenho, se ele já não me ama, que pode acontecer de pior se eu ligar? No máximo ele não vai querer me ver. Isso vai me deixar pior do que já estou?

Não! Pior impossível. Ao contrario, vai me deixar com raiva e ai vou ganhar forças para esquecê-lo. Então, o que custa ligar????” Pronto. Aí pegamos o telefone. Ameaçamos ligar. Planejamos tudo. Nosso raciocínio é: “Vou ligar de boa...sem voz de choro, e dizer que estou afim de vê-lo. Sem cobrança, sem tom de ex-namorada, nem de nada. Ligar normal, como se tivesse ligando para uma amiga". Programamos cada palavrinha. Vamos perguntar o ele está fazendo e dizer que queria vê-lo. Pronto! Tão fácil! Ele não vai negar (homem nunca nega). Ele vai vir, não vai conversar nada, vai tratar como “brother”, aí rola aquela ficada legal. Se der, faz amor (ou melhor, nós, mulheres, fazemos a parte do amor, ele faz o sexo). Daí ele vai embora e no dia seguinte volta tudo ao zero.

Ele não liga de novo. O sofrimento volta... Mas entre sofrer, e ter tido uma noite maravilhosa com o cara pelo qual somos apaixonadas, e sofrer sem ter tido nada, melhor sofrer com o prazer não é??? Ou não?? Daí volta a dor no peito e o desespero para ligar.

Nessa hora ligamos então para uma amiga, para desabafar, falar mal dele, ela fala mal também do paquera dela, isso nos faz sentir MUITO melhor. Bem, tudo passa momentaneamente. Porém, quando ligamos o som... Pronto! Lenhou tudo de novo!!! Basta tocar AQUELA música que vem junto com lágrimassssss oceânicasssss..."Oh deus...por que tanto sofrimento??".

Nem Deus, nem ninguém, além de nós mesmas, podemos responder. E ai resolvemos ler aquele velho conto de Arnaldo Jabor quando ele diz: "Se ele ou ela não te quer mais, não force a barra. O outro tem o direito de não te querer. Não brigue, não ligue, não dê pití. Se a pessoa está com dúvidas, problema dela, cabe a você esperar…. ou não.

Existe gente que precisa da ausência para querer a presença. O ser humano não é absoluto. Ele titubeia, tem dúvidas e medos, mas se a pessoa REALMENTE gostar, ela volta. Nada de drama." Pronto!

Agora estamos recuperadas. Não vamos forçar a barra. Se ele não nos quer, tudo bem. Vai passar. Para reforçar nossa ENORMEE e IRREDUTÍVEL decisão, lemos um outro texto, de Oprah Winfrey, onde diz: "Se um homem quer você, nada pode mantê-lo longe. Se ele não te quer, nada pode fazê-lo ficar. Pare de dar desculpas (de arranjar justificativas) para um homem e seu comportamento...Se uma relação terminar porque o homem não te tratou como você merecia, 'dane-se', mande pro inferno, 'esqueça!', vocês não podem ser amigos.

Um amigo não destrataria outro amigo...Se você sente que ele está te enrolando, provavelmente é porque ele está mesmo... Nunca o deixe sentir que ele é mais importante que você, mesmo se ele tiver um maior grau de escolaridade ou um emprego melhor. Não o torne um semi-Deus. Ele é um homem, nada além ou aquém disso...

Você deve saber que você é a melhor coisa que pode acontecer para alguém. Se um homem te destrata, é ele que vai perder uma coisa boa. Se ele ficou atraído por você à primeira vista, saiba que ele não foi o único. Todos eles estão te olhando, então você tem várias opções.

Faça a escolha certa.". Agora estamos melhores ainda. Esses textos foram o Biotônico Fontoura que faltou na nossa infância. Esses dois seres mereciam o troféu de salva-vidas-sofridas. E pra completar, lembramos da voz dele dando conselho para nossa amiga, certa vez, dizendo "homem não gosta de mulher que liga"... Então, NÓS, ligarmos? Por que ligaríamos se ELE quem nos perdeu? Se NÓS somos lindas, maravilhosas, divertidas e gente boa??? Ele quem se deu mal. Ele quem não nos merece.

Aliás, acabamos de chegar à conclusão que se ele não tivesse nos largado, nós quem largaríamos ele. Afinal, NÓS somos muito melhores do que ele. E, com certeza, tem muitos outros caras, mais que especiais, desejando ocupar o posto que um dia ele ocupou (ou nós desejamos que ele ocupasse).

Então ladies: Take care of your hearts!!! Ninguém vale mais que a gente. Nós podemos estar na pior "fossa" do mundo... sempre tem uma saída. Sempre tem um email, uma amiga, um amor antigo para nos salvar.

Não se submeta. Chore!! Chore mesmo que faz bem. Mas chore SÓ para VOCê. Não pra ele. Deixe transparecer sua felicidade e, no fundo, seja feliz MESMO.

Porque VOCÊ merece!!!